Para mim, se feito em grande escala, parece ser a melhor forma de protesto, tendo em vista que isso remove a única fonte de poder da marca boicotada: o dinheiro.

O grande problema é o “se feito em grande escala”.

Na minha experiência, boicotes sempre são feitos por uma minoria vocal, e, quando um boicote ganha a atenção na mídia e nas redes sociais, muitas pessoas desistem depois de 1 ~ 3 dias, pois já “saiu de moda”.

Vocês costumam boicotar alguma marca ou empresa em geral?

  • nossaquesapao@lemmy.eco.br
    link
    fedilink
    arrow-up
    4
    ·
    3 days ago

    É uma forma eficiente de protesto, só bastante difícil de organizar e subestimada pelas pessoas. Pra dar certo, o boicote não pode ser meramente uma “trend” de rede social, mas uma mudança cultural. Quando isso acontece, não tem volta. Pode até não mudar muita coisa na hora, mas faz bastante efeito a longo prazo. Veja por exemplo a rejeição cultural que a tesla está sofrendo na europa. Nem é um boicote explicitamente organizado, mas mais algo como um comportamento emergente, e já fez a empresa perder cair em mais de 40% nas vendas no ano passado. Se continuar assim, vai ficar inviável se manterem no mercado europeu

    O problema também é que as pessoas esperam algo muito rápido dos boiotes, e pra efeito rápido essa não é uma boa abordagem. Só mesmo a greve geral tem efeito rápido, como já comentaram aqui, mas não pode ser simplesmente uma paralisação e pronto. Tem que ser organizada e com um conjunto de pautas antecipadamente comunicadas.

    Pra mim, toda forma de protesto é válida, e incentivo todas. Em relação a boicote, já não compro praticamente nada das grandes marcas, e o melhor disso é justamente a questão que falei das mudanças culturais. Minha vida melhorou depois de abandonar as grandes empresas, e não quero mais voltar atrás. Percebi que não preciso da maioria delas.

    • FirmDistribution@lemmy.worldOP
      link
      fedilink
      arrow-up
      3
      ·
      3 days ago

      Minha vida melhorou depois de abandonar as grandes empresas, e não quero mais voltar atrás. Percebi que não preciso da maioria delas.

      Aconteceu comigo também. Fui parando de usar o instagram aos poucos, chegou num ponto em que eu só usava uma vez por semana.

      Nesse momento, eu percebi que nenhum conteúdo fazia diferença na minha vida, eu podia só ler as notícias na internet e conversar com as pessoas próximas a mim pelo WhatsApp (o ideal seria largar o whatsapp, mas é praticamente impossível no Brasil).

    • Auster@thebrainbin.org
      link
      fedilink
      arrow-up
      2
      ·
      3 days ago

      Até, no caso da Tesla, tenho uma impressão que são dois boicotes diferentes mas difíceis de dividir já que quem boicota não deixa claro de imediato de minha experiência. Um é pela pessoa estar visando a questão política, e o outro é por causa do “você não terá nada e será feliz”.

      Mas tirando isso, concordo de o “boicote” eficiente ser a mudança cultural.

      • nossaquesapao@lemmy.eco.br
        link
        fedilink
        arrow-up
        1
        ·
        3 days ago

        No caso da tesla, é só ela que perde mercado na europa. A venda de carros elétricos está crescendo bastante, já ultrapassou a de carros a combustão, e as outras marcas, principalmente chinesas, têm tido até recordes de vendas. Então parece ser algo específico com a marca. Esse segundo efeito que comentou, se entendi bem, não apresentaria diferenciação entre marcas, creio eu.